Café com política: Humberto Mileip defende data base e carreira única

Por AEPES 13/09/2018

A agenda política da Associação dos Escrivães da Polícia Civil do Espírito Santo está repleta de compromissos e um deles foi um café da tarde com o candidato a deputado estadual  Humberto Mileip com número 65.999. Mileip, que é agente de polícia, mas passou no último concurso para Escrivão de Polícia e pode ser nomeado a qualquer momento, se compromete com a data base e a carreira única dentre outras lutas.

O presidente da Aepes, Thomaz Edson Rigo Altoé conhece o trabalho realizado pelo candidato frente ao Sindipol e reconhece que Mileip desempenha seu trabalho com coragem e desenvoltura.

“Mileip é uma pessoa competente, perseverante e de conduta firme frente ao sindicado e eu acredito que se eleito deputado estadual certamente ele irá trabalhar e contribuir muito para o avanço dos direitos dos Policiais Civis do Espírito Santo”.

Para Mileip, estar candidato a deputado estadual é o resultado de um projeto da Cobrapol de todos os Estados lançarem candidaturas a deputado estadual, federal e até governo. “Já fui representante do Espírito Santo na Cobrapol e aqui o grupo chegou ao consenso de que meu nome seria viável para a candidatura estadual”.

Humberto Mileip afirma possuir um histórico de defesa dos Policiais Civis e da segurança pública em geral desde 2012 e este será o seu maior vínculo caso seja eleito.

“Nós não vamos desistir de algumas demandas como a incorporação da escala especial, melhoria dos nossos salários, a implantação da data base, a carreira única, a manutenção da nossa aposentadoria especial que apesar de ser uma pauta nacional, continuaremos com essa luta”.

 Já a questão da atividade investigativa, o candidato a deputado estadual diz que é um problema notório e uma bandeira que não se pode abrir mão e permitir dois cargos com a mesma atribuição, mas com requisitos e investiduras distintas.

“Sou muito sensível à questão dos Escrivães de Polícia devido à falta de efetivo. Me sensibilizo por causa dessa prática abusiva, deste profissional atuar em atividades que seriam do delegado e ele acaba ficando muito assoberbado.  No passado tentamos uma conscientização dos profissionais  através de uma cartilha, mas não conseguimos acabar com essa prática. Então precisamos pensar em um modelo que não sobrecarregue tanto o cargo. Fui plantonista de DPJ e sei como é”, desabafa.

Para Humberto Mileip, uma das formas de resolver esse problema seria a carreira única. “Ela resolverá muitos problemas, dentre eles a falta de efetivo em um cargo e outro, a disparidade de direitos, desvio de atribuições, cargos em excesso, desequilíbrio na carreira, investigação ineficiente e usurpação de prerrogativas.”

 

Data base

O Espírito Santo é um dos estados que ainda não possui a data base apesar de muitos estados brasileiros já possuírem.

“Esta é outra questão que me aperta o coração porque os estados que ainda não possuem a data base, dentre eles o ES, alegam que por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal e em nome do equilíbrio fiscal não podem implementar, mas isso é uma falácia porque a Lei de Responsabilidade Fiscal é norma infraconstitucional e a Constituição determina que os servidores tenham os salários recompostos pela inflação. É uma demanda que está na nossa proposta de trabalho e que tem que ser atendida”, diz.

 

Nas urnas...

Questionado sobre os motivos pelos quais a categoria Escrivão de Polícia deveria votar em Humberto Mileip, o candidato a deputado estadual expõe seu histórico de militância pela valorização do profissional de Polícia Civil. Diz, ainda, que será um deputado que cumprirá a atribuição do parlamentar estadual que é defender a categoria, a população , propor projetos de lei que beneficiem a sociedade e o principal, fiscalizar o poder executivo e o emprego do dinheiro público.

“Nós temos uma luta pelos Policiais Civis desenvolvida no âmbito sindical que fatalmente terá mais força se nós estivermos na assembleia. Recordo com tristeza daquele projeto que foi aprovado retirando prerrogativas dos policiais civis e criando a gratificação de acúmulo de unidades somente para delegado. Vejo muito mais razão de ser nessa gratificação para os Escrivães porque quem de fato tem feito as oitivas, relatórios e todo o trabalho que deveria ser feito pelo delegado são estes profissionais”.

Humberto Mileip também destaca o atual cenário político e a necessidade de renovação. Esta é a hora de ‘dar uma cara nova’ para a política brasileira elegendo novos nomes.

“Há uma necessidade de renovação na política, pois quem está hoje no poder já mostrou o que faz ou tem feito. Se a população e os Escrivães como cidadãos enxergam alguém que está no poder como um bom representante, que continue votando nele, mas acredito que a insatisfação é geral e precisamos abrir o espaço para o novo e nosso projeto representa essa necessidade ”.

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Produção: Assessoria de Imprensa da Aepes.

Por: AEPES 13/09/2018