Delegacia de Boa Esperança atende com ‘ad hoc’ e sofre com falta de estrutura e profissionais

Por AEPES 21/02/2019

A Delegacia de Polícia Civil de Boa Esperança está em condições estruturais precárias e os profissionais têm que “se virar nos 30” para atender a população com o mínimo de dignidade. Com um número reduzido de Policiais Civis atuando na região, a delegacia conta com o delegado Douglas Trevizani Sperandio, que também responde pelo município de Pinheiros e três investigadores: Sandes, Douglas e Ferrari.

Mas, na verdade do dia a dia a unidade conta apenas com dois investigadores porque o Sandes atua como escrivão ‘ad hoc’, devido à ausência de profissional contratado para o cargo. A realidade de Boa Esperança deixou a Aepes estarrecida apesar de esta prática infelizmente ser comum no Espírito Santo e também de conhecimento da entidade.

“É um absurdo colocar um investigador de polícia para ser escrivão ‘ad hoc’. Havia um número razoável de candidatos aptos a exercerem o cargo de Escrivão de Polícia para serem nomeados, mas o governo passado deixou vencer o concurso, fato que está sendo discutido em Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público aonde há reserva de vagas por parte do TJES dando razão às reclamações da Aepes”, ressalta o vice-presidente da entidade Clovis José Ferreira Guioto.

A Associação dos Escrivães de Polícia está atuando incansavelmente para defender os interesses da categoria, melhorar as condições de trabalho dos Escrivães de Polícia e fazer valer o que diz o Código de Processo Penal a respeito da atuação do ‘ad hoc’ que é apenas nas  condições de prisões em flagrante e em casos de extrema necessidade.

“A Associação irá mais uma vez alertar o governo, agora governador Renato Casagrande sobre esse descaso e colapso para que possa tomar providências quanto à reposição do seu efetivo. O que se vê no Espírito Santo é um absurdo rotineiro, um desvio e usurpação de função em que as autoridades se valem do pretexto de falta de dinheiro para continuar com a ilegalidade, mas sabemos que, o que realmente acontece é o mau investimento e distribuição dos recursos”, diz o vice-presidente da entidade.

 

Raio X do problema

Construída no Centro da cidade havia mais de quatro décadas, a Delegacia de Polícia Civil de Boa Esperança está em péssimas condições de uso e meses atrás, devido à situação, foi cogitado até o fechamento da Delegacia.

Após o delegado Douglas Trevizani Sperandio, o delegado regional Líbero Penello e o prefeito Lauro Vieira discutirem sobre a situação, ficou acordado que o município alugaria provisoriamente um imóvel para abrigar a parte administrativa da Delegacia. O ponto, que fica próximo a atual Delegacia, já está sendo reformado pela Prefeitura e em breve será feita a mudança.

 

“A Aepes parabeniza os Policiais Civis  por viabilizarem junto a prefeitura da cidade esse novo local para atender a população, onde será instalada a delegacia de polícia, mas lamenta profundamente o descaso  com que o ex-governador Paulo Hartung tratou a instituição, reduzindo serviços e número de servidores a quadros caóticos”, destaca Clovis Guioto.

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Produção: Assessoria de Imprensa da Aepes com informações e imagem Portal GN1.

Por: AEPES 21/02/2019