Frente parlamentar da Segurança Pública sai em apoio à aposentadoria diferenciada dos policiais

Por AEPES 28/02/2019

A Frente Parlamentar da Segurança Pública da Câmara dos Deputados se reuniu na manhã desta quarta-feira (27), no Auditório Freitas Nobre da Câmara Federal, para discutir as regras previdenciárias dos profissionais de segurança pública na PEC 6/2019 (Reforma da Previdência). Na ocasião, todos os parlamentares comprometeram-se com as entidades representadas no evento em defender a manutenção das normas atuais que asseguram uma aposentadoria diferenciada a esses profissionais em razão das atividades de risco que desempenham, entre outras especificidades do exercício da missão policial.

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, acompanhado de outros dirigentes, representou a entidade na reunião. Gutierrez, ao fazer uso da palavra, explanou sobre as características da atividade policial e lembrou o compromisso assumido por representantes do governo de que as aposentadorias dos profissionais de segurança seriam tratadas posteriormente, através de Projeto de Lei Complementar, de modo a permitir um amplo debate técnico sobre o assunto.

Durante o encontro, a União dos Policiais do Brasil (UPB), integrada por várias entidades representativas do segmento da segurança pública, muitas delas presentes na reunião, apresentou um trabalho técnico para sustentar a necessidade de assegurar a aposentadoria diferenciada para esses profissionais.

Participaram da reunião os deputados Ubiratan Sanderson (PSL-MG), que organizou o evento, José Medeiros (PODE-MT), Fábio Henrique (PDT-SE), Subtenente Gonzaga (PDT-MG), Antonio Furtado (PSL-RJ), Luis Miranda (DEM-DF), Lincoln Portella (PR-MG), Felício Laterça (PSL-RJ), Delegado Pablo (PSL-AM), Daniel Silveira (PSL-RJ), Nicoletti (PSL-RR) e Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Todos se comprometeram a rejeitar, no voto, os aspectos da PEC governamental prejudiciais aos profissionais de segurança e em apresentar emendas de interesse dos mesmos.

Marcaram presença no evento, entre outros, Marcele Alcântara, dirigente do SINPOL-DF e também da COBRAPOL; Luís Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF); Deolindo Paulo Carniel, presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF);  Edvandir Felix de Paiva, presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal ( ADPF), Marcos Camargo, presidente da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF); e Evandro Fucítalo, diretor nacional da FENAGUARDAS (guardas municipais). Todos foram unânimes em defender a aposentadoria diferenciada para os profissionais de segurança e apoiar o posicionamento da UPB.

Previdência Policial não é privilégio!

ATIVIDADE DE RISCO

437 mortes (2016)

64,7 mortes por 100 mil policiais

Índice de mortes violentas 2,1 x superior à média brasileira

 

DESGASTE FÍSICO

54% com doenças osteomusculares

27% com doenças digestivas

16% com doenças cardiovasculares

13% com agastamento para tratamento de saúde em decorrência direta ou indireta da atividade policial

Idade média de morte: 56 anos

 

DESGASTE MENTAL

94% com nível alto ou médio de estresse ocupacional

39% com ALTO estresse ocupacional

36% com doenças mentais e comportamentais

Índices de suicídio mais de 3 x superior à média do Brasil.

 

PRIVILÉGIOS?

Policiais não tem uma série de direitos:

Sem adicional noturno, sem periculosidade, sem insalubridade, sem hora extra, sem FGTS e sem direito à greve. Contribuição previdenciária por toda a vida, mesmo após aposentadoria. Dedicação exclusiva.

 

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Produção: Assessoria de Imprensa Aepes com informações COBRAPOL.

Por: AEPES 28/02/2019