Enquanto governo anuncia redução da violência no ES, a população contesta!

Por AEPES 31/10/2019

A Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) anunciou uma redução histórica no número de homicídios, crimes contra o patrimônio e furtos e roubos de veículos e celulares. Porém, nas ruas, o cidadão ainda não percebeu a diminuição anunciada pelo governo capixaba. O fechamento e a mudança de endereço de delegacias podem ter influenciado alguns dados.

Os números de crimes foram contabilizados de janeiro a setembro e comparados ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Sesp, houve uma redução de 21,2% de redução no número de mortes violentas, a maior dos últimos 23 anos. Também ouve queda de 16% nos casos de furtos e roubos de veículos e 6% de telefones celulares.

O secretário de segurança, Roberto Sá, fez questão de exaltar os policiais. “Agradeço aos meus policiais por isso. A redução da criminalidade é fruto do trabalho desses profissionais, que saem de casa sem saber se irão voltar”, disse Roberto Sá, secretário de Segurança Pública.

Apesar da redução, os números ainda assustam. 702 pessoas assassinadas, média de 78 por mês, duas por dia. 5.729 casos de roubo ou furto de veículos. As entidades que representam os policiais civis e, em especial, a Aepes reconhecem o valor e o empenho dos policiais civis capixabas, o que é inquestionável, mas também concorda com a população que ainda não sentiu nas ruas a redução da violência divulgada pelo Governo. O fechamento de delegacias e a descrença da população nas investigações podem ter influenciado os números divulgados.

A defasagem no número de policiais civis somada a precariedade das delegacias e a falta de valorização e investimentos na instituição, para o vice-presidente da Aeoes e do Sindipol/ES , Clovis Guioto, compromete todo o sistema de segurança pública.

“É o que a sociedade entende como o prende e solta. Acontece que muitos crimes, até mesmo esses de menor potencial, são praticados pelas mesmas pessoas. Porém, quando acontece uma prisão em flagrante, não existe uma investigação que comprove ou indique a autoria de outros crimes. A Polícia Civil não reúne provas suficientes para linkar o ladrão de celular ao arrombador, o homicida ao traficante ou usuário de drogas, não oferece um dossiê consistente, como deveria, para que a justiça mantenha o criminoso atrás das grades definitivamente por todos os crimes que ele cometeu”, disse.

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Com informações Sindipol - ES

Por: AEPES 31/10/2019